Secretaria de Justiça fortalece suporte aos egressos na reinserção ao mercado de trabalho ao expandir atuação do Escritório Social

Ano de 2025 trouxe avanços significativos no fortalecimento da atuação do ES junto aos egressos do sistema prisional e seus familiares

O ano de 2025 representou um marco na modernização e humanização do sistema prisional em Sergipe. Além da manutenção da ordem e disciplina nas unidades, a gestão do Governo do Estado avançou na implementação de políticas de Justiça Restaurativa e na expansão do Escritório Social, que fortaleceu o suporte aos egressos com encaminhamentos ao mercado de trabalho e diversas outras ações, a exemplo da entrega de kits de higiene aos egressos. “A Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor encerrou o ano de 2025 com a execução de metas estratégicas e a consolidação de uma política penal focada em resultados e na valorização da pessoa humana”, garante a secretária de Estado da Justiça do Estado de Sergipe, Viviane Pessoa. 

Em Sergipe, o Escritório Social atua há 5 anos em prol da transformação e inclusão social. Desde sua criação tem sido modelo de orientação, promoção de cidadania e acima de tudo acolhimento, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e justa. Aqui e em nível Brasil são equipamentos públicos fomentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e que têm como objetivo proporcionar acolhimento e serviços especializados às pessoas egressas do sistema prisional e aos seus familiares, promovendo suporte qualificado para a reintegração social e o exercício pleno da liberdade civil. Para sua implementação e funcionamento, o CNJ aposta na articulação entre Judiciário e Executivo. 

Segundo informações da policial penal e coordenadora do Escritório Social em Sergipe, Lília Maria Batista de Melo, o ano de 2025 trouxe avanços significativos no fortalecimento da atuação do ES junto aos egressos do sistema prisional e seus familiares. “Tivemos um aumento do poder de articulação interinstitucional, com a ampliação de parcerias com órgãos do Poder Executivo, Judiciário e rede socioassistencial, promovendo maior integração das políticas públicas. Houve também melhorias nos fluxos de atendimento em consonância com as diretrizes do Programa Pena Justa”, informa a coordenadora. 

Mantido pela Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor, o Escritório Social vem se consolidando como um espaço estratégico de acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento dos egressos, contribuindo para a redução da reincidência criminal e para a reintegração social. “Para que seja possível fazer todos os encaminhamentos precisamos ter uma rede estruturada, articulação com as políticas setoriais. Assim, é possível sair do sistema prisional com mais facilidade de ser reinserido na sociedade e ter novas chances, recomeços”, destaca Lília Melo. 

Para a diretora do Núcleo de Ressocialização Social (Nures), Edjane Marinho, o trabalho realizado no Escritório Social reforça o compromisso do Estado com o fortalecimento das políticas de reinserção social, em alinhamento às diretrizes nacionais e às metas estabelecidas em parceria com o Governo Federal. “O modelo de trabalho do ES é integrado, reunindo esforços de diversos setores como assistência social, saúde, educação e trabalho, para proporcionar um atendimento completo e eficaz para os egressos e seus familiares. Seja provisório ou sentenciado, qualquer pessoa que chegou ao sistema prisional em Sergipe pode procurar ao sair do sistema o serviço, se assim desejar. Importante pontuar que não é uma imposição, pois possibilitamos o livre acesso das pessoas que estão egressas ao Escritório Social”, revela a diretora. 

No campo de atuação do ES, busca-se ainda a fiscalização e a efetivação da implementação das cotas legais de contratação de pessoas presas e egressas do sistema prisional em serviços contratados por órgãos e entidades da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional e pelo Poder Judiciário, conforme Orientação Técnica Conjunta n. 1 do Conselho Nacional de Justiça e do Ministério Público do Trabalho, de 19 de julho de 2021. 

Dentre as principais ações estão articulação com a assistência social; regularização da documentação civil (RG) junto ao Instituto de Identificação; viabilização da possibilidade de trabalho na vida pós-cárcere, através da qualificação dentro do sistema (cursos profissionalizantes). O Público-alvo dos Escritório Social são pró-egressos (pessoas a 6 meses da soltura); pessoas em livramento condicional (durante o período de prova); pessoa liberada em definitivo (até 1 ano, a contar da saída do estabelecimento prisional), nos termos do artigo 26, da Lei de Execuções Penais (LEP). 

Ao longo desses cinco anos, o Escritório Social de Sergipe já realizou mais de 3.852 atendimentos, impactando positivamente não apenas a vida dos egressos, mas também de suas famílias. Entre os serviços mais procurados estão emissão de documentos pessoais, como RG e CPF; encaminhamento para cursos de qualificação profissional e oportunidades de emprego; apoio médico e psicossocial, entre outros. Em outras palavras, o Escritório Social no Estado de Sergipe visa atuar na reinserção social e na adaptação da pessoa após o período de encarceramento. 

Reinserção 

O Escritório Social (ES) oferece aos egressos orientação e encaminhamento para regularização de documentação civil; encaminhamento para rede socioassistencial (Cras, Creas, Cram, Cemar, Cetro Pop, Caps); capacitação e formação profissional, encaminhamento para as empresas parceiras e/ou com termo de cooperação com a Sejuc; apoio nas audiências de custódia, quando necessário. 

Uma das marcas do ES é a capacidade de transformar vidas. Seu José, atendido pelo Escritório, compartilha sua experiência. “Quando saí da prisão, estava perdido e sem esperança. No Escritório Social fui recebido com respeito e acolhimento. Hoje estou trabalhando como auxiliar de pedreiro e reconstruindo minha vida”. 

De acordo com a coordenadora do ES, histórias como a de seu José são exemplos concretos de como a unidade tem cumprido seu papel de devolver dignidade e abrir novas perspectivas. “Aqui eles têm a oportunidade de serem ouvidos e de vislumbrar a possibilidade do recomeço. Recomeçando por meio dos cursos, das orientações, do acesso ao trabalho, ao estudo, à sua documentação civil. Então, nosso trabalho consiste em fazer com que essas pessoas se sintam parte novamente da sociedade”, destaca Lília Melo. 

Localização 

O Escritório Social funciona no Fórum Olímpio Mendonça, localizado no Conjunto Orlando Dantas, em Aracaju, com atendimento das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira. Para mais informações, está disponível o contato (79) 3251-9842 ou atendimento presencial na 1ª sede, localizada no Fórum Olímpio Mendonça Cj. Orlando Dantas, Rua Central Três – CEP 49042-149, São Conrado, Aracaju/SE, telefone (79) 3226-3880, celular (79) 9 9861-1934 e a 2ª sede, no edifício Estado de Sergipe – 15º Andar, Travessa Baltazar Góis, nº 86, Centro, Aracaju/SE. Além disso, há o endereço de e-mail escritorio.social@sejuc.se.gov.br e o instagram @escritoriosocial.se

Metas 

A qualificação e expansão dos Escritórios Sociais estão entre as metas do Plano Pena Justa. São equipamentos públicos, impulsionados pelo CNJ desde 2016, que apostam na articulação entre Judiciário e Executivo para oferecer serviços especializados a partir do acolhimento de pessoas egressas e seus familiares, permitindo-lhes encontrar apoio para a retomada do convívio em liberdade. 

Desde 2019, o CNJ vem trabalhando, por meio do programa Fazendo Justiça, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Secretaria Nacional Políticas Penais pela qualificação e expansão dos Escritórios Sociais em todo o país. A ação tem o importante apoio de tribunais de todo o país, que atuam de forma colaborativa com poderes públicos locais e outros atores relevantes mobilizados em rede. 

Com o fomento e orientação do programa, também foram desenvolvidas metodologias próprias de atenção ao público, como a singularização do atendimento e mobilização de pré-egressos entre outras publicações. Esses documentos são utilizados em capacitações pelo país, além de uma formação no formato EaD, em parceria com a Aliança pela Educação. Atualmente, os Escritórios Sociais estão presentes em dezenas de municípios nas cinco regiões do país e sua instalação segue em expansão.

Nas metas do Pena Justa

A qualificação e expansão dos Escritórios Sociais estão entre as metas do Plano Pena Justa. São equipamentos públicos, impulsionados pelo CNJ desde 2016, que apostam na articulação entre Judiciário e Executivo para oferecer serviços especializados a partir do acolhimento de pessoas egressas e seus familiares, permitindo-lhes encontrar apoio para a retomada do convívio em liberdade.

Desde 2019, o CNJ vem trabalhando, por meio do programa Fazendo Justiça, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Secretaria Nacional Políticas Penais pela qualificação e expansão dos Escritórios Sociais em todo o país. A ação tem o importante apoio de tribunais de todo o país, que atuam de forma colaborativa com poderes públicos locais e outros atores relevantes mobilizados em rede.

Com o fomento e orientação do programa, também foram desenvolvidas metodologias próprias de atenção ao público, como a singularização do atendimento e mobilização de pré-egressos entre outras publicações. Esses documentos são utilizados em capacitações pelo país, além de uma formação no formato EaD, em parceria com a Aliança pela Educação. Atualmente, os Escritórios Sociais estão presentes em dezenas de municípios nas cinco regiões do país e sua instalação segue em expansão.

Última atualização: 21 de janeiro de 2026 10:54.

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