Solenidade marcou a criação da Galeria de Diretores Policiais Penais da unidade e homenageou servidores que contribuíram para a trajetória do Prefem

Nesta segunda-feira, dia 29, o Presídio Feminino de Sergipe (Prefem), unidade vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc), celebrou 15 anos de funcionamento em sua atual sede, consolidando uma trajetória de atuação voltada à custódia e ao desenvolvimento de ações de ressocialização. A data foi celebrada com uma programação especial, que reuniu servidores, gestores e convidados que marcaram a história da unidade.
A programação comemorativa incluiu a celebração de uma missa festiva, apresentações musicais, coffee break e a realização dos atos solenes, com a inauguração da Galeria de Diretores Policiais Penais da unidade e a homenagem aos servidores que contribuíram para a história do Presídio Feminino de Sergipe.
A diretora do Prefem, Mônica Barreto, destacou a alegria de celebrar os 15 anos de atividades de uma unidade marcada por oportunidades de ressocialização e enalteceu a atuação dos policiais penais. “A missão da Polícia Penal é desafiadora. Além do preparo técnico e da coragem, é a proteção espiritual que sustenta e guia cada servidor no cumprimento do dever. Por isso, reservamos este momento especial de fé e gratidão, para agradecer pela vida de todos e pedir bênçãos para o novo ciclo que se inicia”, afirmou.
Segundo Mônica Barreto, a inauguração da Galeria de Diretores Policiais Penais representa um momento histórico para a unidade. “Foram homens e mulheres que abraçaram a missão de administrar, liderar e tomar decisões importantes neste presídio. Trata-se de uma unidade que desenvolve diversos projetos voltados à ressocialização, para que essas mulheres retornem à sociedade em condições melhores do que quando aqui ingressaram. Hoje contamos com projetos educacionais, sociais e profissionalizantes, com a oferta de vários cursos, como o de renda irlandesa, além do Ateliê Odara, voltado para atividades de costura”, ressaltou.
O corregedor-geral do Sistema Penitenciário de Sergipe, policial penal Olímpio Gomes Moreira Filho, representou a secretária de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor, Viviane Pessoa, na solenidade. Para ele, a atuação do Presídio Feminino vai além da custódia, ao promover ações que contribuem efetivamente para a ressocialização e a reintegração social das mulheres privadas de liberdade. “O Presídio Feminino completa hoje 15 anos de atuação e pode, sem dúvida, ser um espaço de transformação. É isso que a Secretaria de Justiça busca: oferecer a essas mulheres oportunidades para que, ao deixarem a unidade, possam ter um trabalho e uma vida com mais dignidade”, destacou.
Ainda segundo o corregedor, as ações desenvolvidas pela direção do Prefem são conduzidas com cuidado e atenção. “São cursos que oferecem oportunidades reais para que essas mulheres, ao retornarem à sociedade, tenham uma forma de gerar renda e sigam suas vidas, evitando o retorno ao sistema prisional”, pontuou.
Uma das homenageadas com sua imagem eternizada na Galeria, a policial penal Andrea Fernanda Andrade foi diretora do Prefem entre 2017 e 2020, tendo como vice-diretora Edjane Lima Marinho. Na ocasião, ela destacou a representatividade feminina na história da unidade e a importância do reconhecimento institucional aos servidores que contribuíram para o fortalecimento do sistema prisional. “Esta Galeria representa o fortalecimento não apenas da Polícia Penal, mas também da contribuição das mulheres no sistema prisional. Ao observarmos a Galeria, percebemos que fomos, e continuamos sendo, maioria. Atualmente, inclusive, a direção é composta por duas mulheres: Mônica Barreto e Elilda Barros. Ter um espaço de valorização do servidor é algo gratificante e inesquecível, que ficará marcado para toda a nossa trajetória profissional”, afirmou.
Lilia Maria Batista de Melo, diretora do Prefem no período de 2009 a 2014, com Hedylamar Bonfim Santos como vice-diretora, também teve sua imagem e legado eternizados na Galeria. “Historicamente, a mulher no sistema prisional brasileiro esteve relegada a espaços improvisados, muitas vezes em unidades masculinas. A existência de um presídio exclusivamente feminino foi fundamental para garantir direitos individuais, como a visita íntima, além de possibilitar um tratamento mais adequado às questões relacionadas à maternidade e aos filhos”, destacou.
A solenidade contou ainda com apresentação musical do cantor Fábio Nunes, integrante do projeto Som que Acolhe, além de uma concelebração conduzida pelos padres Diogine Rodrigo e Paulo César.
Relatos das internas
Os impactos das ações desenvolvidas no Presídio Feminino de Sergipe também são percebidos pelas mulheres em situação de privação de liberdade. Em depoimentos, internas destacaram a importância das oportunidades ofertadas pela unidade, sobretudo no acesso ao trabalho, à qualificação e ao apoio recebido durante o período de cumprimento da pena.
L.K., de 24 anos, ressaltou a importância das oportunidades oferecidas na unidade. “Graças a Deus, temos a oportunidade de trabalhar aqui, de fazer coisas boas, honestamente. A direção tem nos dado atenção, e isso faz toda a diferença. Estamos aprendendo muitas coisas e vivendo novas oportunidades”, relatou.
R.B., de 33 anos, contou sua experiência no curso de costura. “Eu nunca tinha pegado em uma agulha e aprendi aqui. São mudanças. O que não aprendemos na rua, muitas vezes aprendemos aqui, com o apoio de pessoas que acreditam em nós. Ter confiança e oportunidade levanta a autoestima e nos ajuda a acreditar que é possível recomeçar”, afirmou, emocionada.
Para a secretária de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor, Viviane Pessoa, a celebração dos 15 anos do Presídio Feminino de Sergipe reafirma o compromisso do Governo do Estado com a consolidação e o aprimoramento contínuo das políticas públicas voltadas ao sistema prisional. “A gestão seguirá investindo na ampliação e no fortalecimento de ações estruturantes que assegurem o acesso das internas à educação, ao trabalho e à qualificação profissional, ao mesmo tempo em que promovem melhores condições de atuação para os servidores. Esse trabalho permanente contribui para a reintegração social e para o aperfeiçoamento da política de execução penal no estado”, finalizou.

















