Secretaria de Estado da Justiça, do Trabalho e de Defesa do Consumidor

Em parceria entre instituto e Sejuc, Central Integrada de Alternativas Penais capacita servidores para grupos de reflexão sobre violência doméstica

Os grupos atuam no entendimento do agressor como autor, com o objetivo de fortalecer o combate à violência contra a mulher Em parceria com o Instituto Mineiro de Saúde Mental e Social (Albam), a Secretaria da Justiça, do Trabalho e da Defesa do Consumidor (Sejuc), por meio da Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap), está […]

16 de dezembro de 2020

Os grupos atuam no entendimento do agressor como autor, com o objetivo de fortalecer o combate à violência contra a mulher

Em parceria com o Instituto Mineiro de Saúde Mental e Social (Albam), a Secretaria da Justiça, do Trabalho e da Defesa do Consumidor (Sejuc), por meio da Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap), está realizando uma capacitação para psicólogos e servidores da área de serviço social, do direito e de áreas multidisciplinares de Aracaju e de Nossa Senhora do Socorro, para atuação em grupos de orientação e reflexão de homens autores de violência doméstica. As instruções tiveram início nesta quarta-feira, 16, e seguem até a quinta-feira, 17.

O coordenador do curso e diretor-geral do Instituto Albam, Fellipe Latanzzio, destacou a importância da capacitação para a realização dos grupos, que tem como objetivo o entendimento do agressor como autor da violência doméstica, de modo que configura-se como uma forma de prevenção. “A finalidade do curso é formar profissionais aptos a executar grupos com homens autores de violência contra mulheres, grupos que são de encaminhamento obrigatório pela Lei Maria da Penha, que tem como objetivo evitar que haja reincidência de violência contra mulheres”, citou.

No curso, estão sendo debatidas as motivações sobre a violência doméstica, com o intuito de capacitar os servidores para atuação nos grupos de orientação e reflexão dos autores de violência doméstica. “Vamos debater as especificidades e causa da violência, como intervir e as metodologias de grupo. O público-alvo são os profissionais que vão realizar esses grupos, que trabalharão diretamente com os homens autores de violência de gênero. São 25 alunos, de Aracaju e de Nossa Senhora do Socorro”, detalhou Fellipe Latanzzio

O coordenador da Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap), Cláudio Viana, ressaltou que os grupos são fundamentais no combate à violência contra a mulher. “A política de proteção à mulher deve ser fortalecida. Portanto, a Ciap irá promover sistematicamente, grupos reflexivos, a fim de desconstruir, no homem agressor, essa prática de violência, que muitas vezes, resulta no feminicídio. É a prevenção secundária, que tenta conscientizar o homem a não voltar a praticar esse crime”, demonstrou.

A assistente social e coordenadora da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres de Aracaju, Edilaine Sena, reafirmou a relevância da prevenção secundária, que são os grupos de reflexão, no processo de enfrentamento à violência contra a mulher. “A importância é o fortalecimento da prevenção, através da responsabilização, prevenindo a reincidência. Trabalhamos com a prevenção primária, que é fortalecendo as mulheres, mas também com a prevenção secundária, ou seja, da reincidência dessa violência. Trabalhamos na construção dessa responsabilização do homem. É um momento de reflexão, do agressor se entendendo como o autor”, pontuou.

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