Média de matriculados foi de 820 alunos para este ano letivo

O ano letivo já começou nas unidades prisionais do Estado de Sergipe. As ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor, por meio do Núcleo de Ressocialização Social (Nures), são executadas em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed). “Essa parceria fortalece o trabalho de acesso à educação e dignifica essas ações dentro das unidades prisionais. É assim que garantimos o direito de acesso à educação para pessoas em situação de prisão: por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), por projetos de remição pela leitura, por exame de certificação voltado para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio”, informa a secretária de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor, Viviane Pessoa.
A diretora do Nures, Edjane Marinho, descreve o processo educativo de inserção no sistema prisional. “A Seed cede professores para as unidades prisionais e esses professores desenvolvem o trabalho. Temos salas de aula em todas as unidades prisionais e uma média de 25 alunos por turma em cada presídio sergipano. São ações voltadas a projetos de remição pela leitura, que também são feitos em parceria com a Secretaria de Estado da Educação. Além disso, a gente tem os supletivos estaduais, que podem ser realizados três vezes por ano nas unidades prisionais para a certificação dos internos, seja para o Ensino Fundamental completo ou Ensino Médio”, pontua Edjane.
A coordenadora pedagógica do Sistema Prisional Sejuc, Marli Barreto, pontua que o ano letivo de 2026 iniciou no dia 5 de fevereiro em todas as unidades prisionais do Estado, seguindo o calendário da Secretaria de Estado da Educação. “O processo de matrícula nas unidades prisionais é realizado pelas escolas vinculantes. Os coordenadores locais fazem uma busca ativa dentro das unidades, junto aos PPLs, para incentivar os que têm interesse em estudar, como também aqueles que acham que não conseguem mais recuperar o tempo perdido. Concretizada esta busca, a escola efetua a matrícula e estes passam a ser alunos das escolas vinculantes, com o diferencial de que as atividades educacionais, são desenvolvidas dentro das unidades, cursando o ensino fundamental I e II, com aulas ministradas pelos professores do estado, que hoje somam 37, distribuídos nas unidades prisionais. A média de matriculados é de 820 alunos para este ano letivo”, revela Marli Barreto.
Além das ações existentes em parceria com a Seed, a Sejuc tem parceria com o Governo Federal, por meio dos exames de certificação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Ambos exames são realizados uma vez por ano nas unidades prisionais de Sergipe, como mais uma opção de certificação para as pessoas em privação de liberdade.
Curso e ano letivo
Nessa terça, 10, na Cadeia Pública de Areia Branca (CPAB), teve início mais uma turma do Curso de Montagem, Manutenção e Configuração de Computadores. A iniciativa é possível graças a uma parceria entre Sejuc, Seed e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Durante a atividade para início das aulas do Curso e também do ano letivo, o diretor da CPAB, José Pedro da Conceição Júnior, informou que o estudo abre portas, inclusive para empregos, quando os internos saírem da condição de prisão.
“A partir desses cursos as portas se abrem, inclusive para um novo emprego. Este é o propósito de oferecer cursos para quando eles saírem daqui possam dar sequência aos estudos. É uma forma de melhorar a vida deles, aproximá-los da liberdade por meio da remissão da pena. Tivemos três turmas formadas no ano passado neste mesmo curso e agora teremos mais três. Quero agradecer aos professores e professoras que todos os dias estão aqui com eles. Esta é uma nova chance. Não importa se eles fizeram escolhas erradas. O que importa é o que eles farão quando saírem. Acreditamos que é possível, sim, a mudança. Desejo bons estudos”, destaca o diretor da CPAB, José Pedro da Conceição Júnior.
















