Scan: Polícia Penal registra 115 prisões por tentativas de entrega de materiais ilícitos aos internos do sistema prisional

As detenções ocorreram a partir das revistas feitas pelo body scan e demais equipamentos de identificação utilizados nas revistas nas unidades prisionais

Como resultado das ações de segurança do sistema prisional de Sergipe neste ano de 2020, a Polícia Penal registrou 115 prisões decorrentes de irregularidades detectadas a partir das revistas feitas pelo equipamento de body scan – equipamento utilizado para revistas pessoais sem contato físico e sem a retirada de roupas – e scanners de materiais e objetos. Dentre os flagrantes estão as tentativas de entrega de entorpecentes e materiais ilícitos aos internos das unidades prisionais do estado.

De acordo com o levantamento feito pela Secretaria de Estado da Justiça, do Trabalho e de Defesa do Consumidor (Sejuc) em conjunto com o Departamento do Sistema Prisional (Desipe), foram 81 prisões no Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão, 33 no Presídio Regional Juiz Manoel Barbosa de Souza (Premabas), em Tobias Barreto, e uma na Cadeia Pública de Areia Branca.

O coronel Reinaldo Chaves, secretário-executivo da Sejuc, explicou que, com a implementação do body scan, as revistas passaram a ser realizadas de forma totalmente digital sem a exposição dos visitantes a situações como a retirada de vestimentas. “O estado de Sergipe, desde o ano de 2017, com a aquisição dos aparelhos de body scan, aboliu qualquer tipo de revista vexatória. O scanner corporal é de alta tecnologia e consegue detectar a substância no interior do corpo humano”, destacou.

O secretário-executivo da Sejuc detalhou que os equipamentos fazem a identificação do material ilícito e geram as informações para a adoção dos procedimentos legais cabíveis a cada ocorrência. “A partir do momento em que é detectada a substância ou o material, é fotografado e arquivado, e a pessoa é encaminhada para o Instituto de Criminalística para perícia e os procedimentos são adotados na delegacia. As informações são encaminhadas ao Poder Judiciário”, especificou.

O coronel especificou ainda que a maior parte dos flagrantes de tentativas de entrega de materiais aos internos são de mulheres que tentam entrar nas unidades prisionais com substâncias ilícitas. “A grande maioria é em desfavor de mulheres, que são utilizadas para entregar as drogas ao companheiro que está encarcerado, sendo responsabilizada por esse crime. Antes tínhamos muito o arremesso, mas com as guaritas e o circuito de monitoramento, diminui muito. Então, passou-se a trazer dentro de comidas, mas detectamos através das esteiras e também pelo body scan”, finalizou.

Última atualização: 19 de novembro de 2020 11:24.

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