Projeto Transformando Vidas completa dez anos no sistema prisional de Sergipe

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Trabalho da marcenaria é feito no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão

Há dez anos surgia no sistema prisional de Sergipe um projeto de marcenaria que é, hoje, um dos principais programas de ressocialização através da formação profissional. O Projeto Transformando Vidas está no pavilhão do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão. A iniciativa começou com 12 internos. Hoje, são 37 colaboradores que contam com a remição de pena, pois a cada três dias trabalhados, um é reduzido da sentença.

O pavilhão é dividido em áreas de operação, onde os internos trabalham em várias etapas na produção de móveis, objetos de decoração e artesanato em madeira. “Utilizamos madeira de reciclagem, pinho ou eucalipto tratado. Trazemos para a marcenaria e iniciamos o nosso processo de confecção de mesas, cadeiras e outros objetos. A parte de venda e divulgação é feita por familiares dos internos e colegas de trabalho. Todo o dinheiro é revertido para a própria marcenaria”, destaca o policial penal e coordenador da marcenaria, Jobson Oliveira Costa.

O maior foco de atuação na marcenaria é a produção de mesas e cadeiras dobráveis, mas, dependendo do cliente, são feitos vários tipos de artesanato, como cachepôs e jardins verticais. “Algumas vezes os clientes trazem um modelo de peça e nós buscamos fazer igual”, enfatiza Jobson.

Recentemente, foi adquirida uma máquina de corte de madeira com os recursos da própria marcenaria, que vem otimizando os trabalhos. Toda a cadeia de produção é feita por internos, que usam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e são acompanhados de perto por policiais penais.

Um dos internos já é marceneiro há 13 anos. Ele trabalha com o artesanato da marcenaria e destaca sua rotina de trabalho. “Esta marcenaria bem estruturada, com pessoas comprometidas, tem ajudado não só na minha progressão de pena, mas na possibilidade de aprofundar meus conhecimentos na profissão que já tenho. A experiência é muito positiva. Hoje eu durmo em um alojamento e trabalho em uma fábrica, é assim que eu vejo. Ocupo todo o meu tempo”, diz.

Já outro interno é açougueiro de profissão e está há dois anos no projeto. “Eu reconheço um novo aprendizado e espero sair ressocializado e com uma nova profissão”, pontua. O coordenador da marcenaria salienta a diferença que o trabalho na marcenaria promove na vida dos internos. “A diferença é enorme. Aqui na marcenaria colocamos realmente em prática a ressocialização. Temos a satisfação de ver a socialização do colaborador. Tenho como exemplo vários casos em que pudemos ver a transformação das pessoas através do trabalho e integração. Eles entendem o processo e sabem que podem voltar para as famílias com uma nova profissão”, finaliza.

A rotina de trabalho garante a entrega das encomendas em tempo hábil e o trabalho não para. Em cada etapa de produção há uma grande quantidade de peças sendo moldadas, lixadas e finalizadas. O diretor do Copemcan, Éden Silva, enfatiza o sucesso do projeto, principalmente depois que os internos deixam o sistema prisional. “A marcenaria é um local onde os internos adquirem conhecimento e, quando saem daqui, colocam em prática, criando sua própria marcenaria, muitas vezes. Temos históricos de internos que passaram por aqui e que abraçaram a profissão”, conta.

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Última atualização: 12 de julho de 2023 12:57.

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