Mais de 4,8 mil videochamadas aproximam internos e familiares

Em conjunto com as chamadas de vídeo, já foram entregues mais de 8 mil cartas

“Ficar longe da família dói, mas eu entendo. É para o bem da sociedade”, foi assim que um dos internos da Cadeia Pública de Estância descreveu como estão sendo os dias sem visita presencial dos familiares em decorrência das medidas adotas pelo Decreto Governamental para o combate à Covid-19. Para reduzir a distância entre pais, mães, filhos e os internos, duas alternativas foram adotadas pela Secretaria da Justiça, do Trabalhador e de Defesa do Consumidor (Sejuc): as cartas e as videochamadas. De 17 de março até o 9 de junho, foram realizadas 4.839 chamadas de vídeo e entregues 8.077 correspondências.

No tocante às cartas, os familiares as escrevem e as enviam para o serviço social das unidades prisionais, que faz a verificação, e, em seguida, imprime e entrega aos internos. As correspondências respostas, escritas por eles, também passam pelo mesmo processo e chegam às famílias.

Já as videochamadas são realizadas em dias e horários previamente agendados, dentro da unidade prisional, em uma sala que foi adaptada exatamente para que os internos e familiares possam continuar mantendo o contato mesmo diante do isolamento social. As chamadas de vídeo têm duração de cinco a dez minutos.

O diretor da Cadeia Pública de Estância, uma das unidades prisionais beneficiadas com a inovação tecnológica que reduz a distância em tempos de pandemia, avaliou as iniciativas como positivas.

“Está sendo muito positivo para as famílias e internos, assim mantemos o vínculo familiar que é muito importante para a ressocialização. A priori, instituímos o correio eletrônico. Como uma segunda medida, iniciamos as videochamadas. Com isso, mantemos a família em segurança, sem precisar sair de casa para ter notícias de um filho, de um irmão, do pai, que esteja na unidade prisional, assim como o interno está sabendo de notícias da família em tempo real”, destacou.

Um dos internos também considerou como fundamental os instrumentos adotados nas unidades prisionais para a manutenção da comunicação com familiares. “Para mim, e acredito que para a maioria dos internos, é muito importante. Tirou um peso. O serviço de videochamada está ajudando bastante. Se não fosse isso, estaríamos sem contato nenhum com nossa família. Vai que libera as visitas, entra um monte de pessoas, começam todos a ficar doentes e a morrer lá fora. O que valeu a visita? É melhor esperar se normalizar”, enfatizou.

Última atualização: 15 de junho de 2020 09:44.

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