Mais de 11 mil chamadas de vídeo permitem contato entre internos e familiares durante suspensão de visitas

A iniciativa de aproximação de familiares e internos durante a pandemia também resultou em mais de 19 mil cartas entregues

Desde o mês de março, quando teve início o isolamento social para enfrentamento à Covid-19, as visitas dos familiares aos internos do sistema prisional foram suspensas. Mas, como alternativa para manter o contato entre eles, a Secretaria da Justiça, do Trabalhador e de Defesa do Consumidor (Sejuc) implementou as cartas e videochamadas. Assim, desde o dia 17 de março até a última quinta-feira, 23, foram entregues 19.471 correspondências e realizadas 11.853 chamadas de vídeo.

As cartas são escritas pelos familiares, que as enviam para o serviço social das unidades prisionais. Ao serem recebidas, são verificadas e, em seguida, impressas e entregues aos internos. As correspondências respostas, escritas por eles, também passam pelo mesmo processo e chegam às famílias.

No tocante às videochamadas, essas são realizadas em dias e horários previamente agendados, e dentro da unidade prisional. As chamadas de vídeo são feitas em uma sala, que foi adaptada para que os internos e familiares possam continuar mantendo contato, mesmo diante do isolamento social. A duração média é de cinco a dez minutos.

O diretor da Cadeia Pública de Estância, uma das unidades prisionais beneficiadas com a inovação tecnológica que reduz a distância em tempos de pandemia, Vanilson Soares, avaliou a iniciativa como positiva.

“Está sendo muito positivo para as famílias e internos, assim mantemos o vínculo familiar que é muito importante para a ressocialização. A priori, instituímos o correio eletrônico. Como uma segunda medida, iniciamos as videochamadas. Assim, conseguimos mantê-los em segurança, sem precisar sair de casa para ter notícias de um filho, de um irmão, do pai, que esteja na unidade prisional, assim como o interno estar sabendo de notícias da família em tempo real”, ressaltou.

A iniciativa também é considerada positiva por um dos internos, que, dessa forma, consegue manter o contato com os familiares. “Para mim, e acredito que para a maioria dos internos, é muito importante. Tirou um peso. Ficar longe da família dói, mas eu entendo. É para o bem da sociedade. Vai que libera as visitas, entra um monte de pessoas, começam todos a ficar doentes e a morrer lá fora. O que valeu a visita? É melhor esperar se normalizar”, mencionou.

Última atualização: 24 de julho de 2020 10:22.

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