Reunião realizada ontem, 10, integra conjunto de medidas previstas no Plano Pena Justa
A Secretaria de Estado da Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc) participou, nessa quarta-feira, 10, de uma reunião técnica com representantes da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) e da Secretaria de Estado da Educação (Seed). O encontro teve como objetivo alinhar estratégias para ampliar e qualificar as ações de educação, cultura, esporte e lazer desenvolvidas no sistema penitenciário sergipano. A iniciativa integra o conjunto de medidas previstas no Plano Pena Justa, direcionado à modernização e ao fortalecimento das políticas de reinserção.
Essa foi a segunda reunião do ano entre as pastas. Entre os pontos discutidos, estiveram a construção conjunta do aditivo ao Termo de Cooperação já vigente entre a Sejuc e a Seed, além do adendo ao Plano Estadual de Educação, que deve orientar a expansão das iniciativas a partir de 2026.
Durante o encontro, foram apresentadas propostas voltadas ao fortalecimento das políticas de ressocialização, com ampliação da oferta pedagógica, incentivo às práticas esportivas, acesso à cultura e criação de novas oportunidades formativas para as pessoas privadas de liberdade. A integração entre as secretarias busca consolidar um programa contínuo e estruturado, alinhado às diretrizes estaduais.
Para a diretora do Núcleo de Reinserção Social da Sejuc, Edjane Marinho, o avanço no diálogo entre as pastas reforça a qualificação das ações no sistema prisional. “A articulação entre as secretarias é essencial para qualificar ainda mais as ações oferecidas dentro das unidades. Quando unimos esforços em educação, cultura, esporte e lazer, ampliamos as possibilidades de transformação e fortalecemos o processo de ressocialização”, finalizou.
Capacitação promovida em parceria com a ONG “Fazer o Bem” formou 11 internos e ampliou oportunidades de reinserção social
O Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho (Compajaf) realizou na última sexta, 28, a solenidade de encerramento da 1ª Turma do Curso de Confeitaria Básica, iniciativa promovida em parceria com a Organização Não Governamental “Fazer o Bem”. A ação integra o conjunto de programas de qualificação profissional desenvolvidos na unidade e busca ampliar as possibilidades de reintegração social para pessoas privadas de liberdade.
O curso, iniciado em 24 de novembro, recebeu 15 matriculados, dos quais 11 concluíram todas as etapas. As aulas ocorreram ao longo de quatro dias, com carga horária total de 16 horas. A formação foi conduzida por três instrutores da ONG, incluindo dois professores e um confeiteiro.
A capacitação uniu teoria e prática, com abordagem inicial sobre higiene pessoal e cuidados com o ambiente de preparo dos alimentos. Ao longo das aulas, os internos aprenderam a produzir três tipos de massas base para bolo, recheios diversos, entre eles, o utilizado em bolos de festa, além de caldas caramelizadas de frutas. Também foram introduzidas técnicas de confeitaria para bolos, tortas, mini bolos recheados e mini torteletes.
A cerimônia de conclusão contou com a presença do diretor do Compajaf, Jean Guimarães Santos, gestores da unidade e da representante da ONG nas ações do sistema prisional, Izabel Cristina. Professores, policiais penais e monitores de ressocialização envolvidos no curso também participaram do momento.
Durante o evento, o diretor da unidade ressaltou a importância da qualificação profissional como instrumento de transformação dentro do sistema prisional. “A qualificação profissional é uma das ferramentas mais poderosas que temos dentro do sistema prisional. Quando oferecemos cursos como este, estamos ampliando horizontes e mostrando que é possível recomeçar. Cada interno que se dedica, aprende e conclui uma formação como essa dá um passo importante rumo à cidadania e à construção de uma nova história. Nosso compromisso é justamente criar oportunidades reais de transformação”, destacou Jean Guimarães.
Ao final da solenidade, os 11 concluintes receberam seus certificados, simbolizando não apenas a finalização do curso, mas a abertura de novas perspectivas de vida.
Evento ocorre de 2 a 4 de dezembro, em Salvador (BA), com foco no fortalecimento da educação no sistema prisional e no avanço das metas do Plano Pena Justa
A Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa do Consumidor (Sejuc) está representando Sergipe na Etapa Nordeste do Encontro Regional de Educação em Prisões, evento que teve início na terça-feira, 2, e segue até esta quinta-feira, 4, na cidade de Salvador (BA). A ação, que também conta com a participação da Secretaria de Estado da Educação (Seed), reúne gestores, especialistas e equipes técnicas dos nove estados nordestinos, além de representantes da União, para fortalecer os Planos Estaduais de Educação em Prisões e avançar no cumprimento das metas do Plano Pena Justa, política nacional voltada ao fortalecimento da educação no contexto prisional.
Durante três dias, o evento promove trocas de experiências, oficinas, apresentações e momentos de construção conjunta, com foco na universalização do acesso à educação para pessoas privadas de liberdade, etapa essencial para promover transformação, dignidade e reinserção social. Realizado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o encontro tem se consolidado como um espaço estratégico para aprimorar práticas, alinhar diretrizes e debater soluções conjuntas para desafios comuns enfrentados pelos sistemas prisionais da região Nordeste.
Representam a Sejuc no encontro a diretora do Núcleo de Reinserção Social, Edjane Marinho, e a coordenadora pedagógica de unidade prisional, policial penal Adilene Santos. Pela Secretaria de Estado da Educação, participam a coordenadora Pedagógica Geral da Sejuc, Marli Barreto, e o representante do Serviço de Educação de Jovens e Adultos (SEJA), Carlos Barroso de Freitas.
A programação inclui mesas temáticas sobre o papel da educação dentro do Plano Pena Justa, apresentações culturais, oficinas conduzidas pela equipe técnica da Senappen e grupos de trabalho voltados à análise de indicadores e à formulação de estratégias que ampliem o acesso à educação e qualifiquem as ações pedagógicas nas unidades prisionais. As atividades seguem até hoje, quando serão apresentadas as sínteses e os resultados construídos coletivamente.
Para Edjane Marinho, a participação de Sergipe reforça o compromisso do estado com o fortalecimento das políticas de reinserção social, a qualificação educacional e o aprimoramento das ações pedagógicas no sistema prisional sergipano, em alinhamento às diretrizes nacionais e às metas estabelecidas em parceria com o Governo Federal. “Este encontro é fundamental para alinharmos estratégias com outros estados, ampliarmos nossa visão e fortalecermos as ações que já desenvolvemos em Sergipe. A educação no sistema prisional é um caminho real de mudança de vida, e estar aqui nos permite avançar ainda mais nesse propósito”, finalizou.
Documento publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 3, destaca cuidados com lista de material, contratos educacionais e práticas proibidas pelas instituições
Com a aproximação do final do ano, período em que pais e responsáveis começam a organizar o orçamento familiar e planejar o próximo ano letivo, intensifica-se o processo de matrículas e rematrículas nas instituições de ensino. Diante desse cenário, o Procon Sergipe divulgou a Portaria nº 348/2025, publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 3, com orientações essenciais a serem seguidas pelos estabelecimentos de ensino em relação às exigências e serviços para o ano letivo de 2026.
A portaria reforça a lista de itens permitidos e proibidos, com o objetivo de impedir abusos e reduzir os custos para as famílias, conforme explicou a diretora do Procon Sergipe, Raquel Martins. “A intenção é garantir transparência nas cobranças e proteger os direitos dos consumidores, especialmente das famílias que precisam se organizar financeiramente para o início do período escolar”, destacou.
De acordo com o documento, os estabelecimentos de ensino podem exigir apenas materiais de uso exclusivo do aluno, destinados ao processo didático-pedagógico e às necessidades individuais, sendo vedada a solicitação de itens de uso coletivo. O órgão alerta ainda para as quantidades máximas que podem ser exigidas para materiais de uso individual ao longo do ano.
A portaria lista 64 itens que não podem ser solicitados aos alunos, pais ou responsáveis. Entre eles: álcool; algodão; balões; canetas para quadro branco ou magnético; clipes; cola para isopor; copos, pratos e lenços descartáveis; elástico (elastex); giz; grampeadores e grampos; isopor; materiais de escritório e limpeza em geral; medicamentos; fitas adesivas de qualquer tipo; sacos plásticos; tintas para impressora ou tecido; e plásticos para classificador, entre outros.
Uma novidade é a lista de 14 itens que podem ser exigidos, porém com quantidades limitadas. Entre eles: cartolina (até duas unidades para a educação infantil); cola branca (até duas unidades); creme dental (até quatro unidades), quando de uso exclusivo do aluno; e garrafa de água individual.
Venda casada
A portaria estabelece que as escolas não podem indicar locais específicos para a compra de materiais escolares, uniformes ou qualquer outro item utilizado pelo aluno, tampouco exigir que sejam adquiridos na própria instituição. A exceção são artigos pedagógicos próprios da escola, como apostilas não disponíveis no comércio geral.
“Os pais precisam ficar atentos quando a escola condiciona a compra de uniforme, material ou qualquer outro insumo exclusivamente em suas dependências ou em um único estabelecimento. Isso configura venda casada, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor”, explicou Raquel Martins.
Atenção aos contratos
A Portaria nº 348/2025 também trata de cláusulas abusivas em contratos educacionais. Entre os exemplos, está a exigência de garantias excessivas para efetivação da matrícula, como fiador, cheque-caução ou comprovantes de renda que dificultem o acesso à instituição.
O documento determina ainda que o valor pago para reserva de vaga deve ser descontado do total da anuidade ou semestralidade. Em caso de desistência antes do início das aulas, o valor deve ser devolvido integralmente.
Outra orientação é que as instituições só podem recusar a matrícula de novos alunos por falta de vagas, e a renovação de alunos já matriculados só pode ser negada por inadimplência, respeitando as normas de proteção ao consumidor e o devido processo de cobrança.
Penalidades
O Procon Sergipe alerta que escolas que descumprirem as diretrizes estarão sujeitas a penalidades. “O descumprimento de qualquer item da portaria configura infração ao direito do consumidor, sujeitando o infrator às sanções previstas no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor”, ressaltou a diretora.
Raquel Martins reforçou a importância da medida: “O documento fortalece a proteção ao consumidor em um período sensível, quando as famílias organizam despesas e tomam decisões importantes. Nosso objetivo é garantir que o processo de matrícula seja transparente, justo e em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor”.
Dúvidas ou reclamações
O Procon orienta pais e responsáveis que identificarem práticas abusivas na lista de material ou nos valores de matrícula a formalizar denúncia. As reclamações podem ser registradas nos postos fixos do órgão na capital e no interior, ou pelo site do Procon Sergipe.
O atendimento presencial ocorre de segunda a sexta-feira, na sede do órgão em Aracaju, nos Centros de Atendimento ao Cidadão (Ceacs) dos Shoppings Riomar e Parque Shopping, e nos Ceacs de Lagarto, Itabaiana, Simão Dias e Estância. Todos os serviços são gratuitos.
Iniciativa pioneira visa ressocialização e geração de renda através do Patrimônio Cultural Imaterial do estado; 25 internas concluíram o módulo básico
Entre fios, agulhas e novos sonhos, 25 mulheres privadas de liberdade deram o primeiro ponto para reescrever suas histórias. Assim foi o encerramento do curso básico de renda irlandesa, concluído na manhã desta terça-feira, 2, no Presídio Feminino de Sergipe (Prefem), que capacitou internas na técnica artesanal reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
A conclusão marca também a realização do primeiro curso de renda irlandesa dentro do sistema prisional feminino de Sergipe, consolidando uma iniciativa inédita voltada à ressocialização e à geração de renda. O projeto é fruto da parceria entre a Secretaria de Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), por meio do programa SerMulher Qualifica, que uniu tradição, capacitação e oportunidade concreta de autonomia econômica para as participantes.
Sobre o curso
A capacitação foi ministrada pela instrutora Neidiele Silva ao longo de dez encontros iniciados no fim do último mês de outubro. As internas aprenderam técnicas básicas como alinhavo, ponto ilhós, redinha, barrete e ponto aranha, além de estudarem modelos de peças, noções de precificação e possibilidades de comercialização. Como avaliação final, cada participante confeccionou um colar utilizando os pontos aprendidos.
Para a diretora do Prefem, Mônica Barreto, a formação representa um avanço significativo no trabalho de ressocialização. “Trabalhar a autonomia econômica dessas mulheres significa abrir portas reais para que elas reconstruam suas histórias. O envolvimento e a dedicação de cada interna mostram o quanto iniciativas como essa fazem diferença no caminho da reintegração social”, declarou.
O resultado das peças confeccionadas surpreendeu a equipe, que decidiu dar continuidade ao projeto com a criação de um módulo intermediário já para o próximo ano. Sobre esse avanço, a diretora de Inclusão Produtiva e Autonomia Econômica da SPM, Gabriela Fonseca, destacou o compromisso da pasta de ampliar a qualificação.
“Foi uma alegria imensa participar desse processo. Percebemos o potencial dessas mulheres e a qualidade do material produzido. Já estamos comprometidas a dar continuidade à turma no próximo ano e a abrir uma segunda turma no período da tarde. A renda irlandesa é altamente rentável, e nossa missão é garantir que elas saiam daqui com uma profissão e perspectiva de futuro”, afirmou.
A instrutora Neidiele Silva reforçou o valor cultural do aprendizado e relatou a experiência transformadora vivida no Prefem. “A Renda Irlandesa é um patrimônio vivo de Sergipe. Cada ponto carrega história, tradição e resistência. O curso foi muito proveitoso, todos aprenderam as técnicas básicas e demonstraram grande capacidade. Para mim, foi uma experiência transformadora. A gente desconstrói preconceitos e enxerga mulheres com enorme potencial de recomeço. A ideia agora é iniciar um módulo intermediário para que o conhecimento avance e não fique parado”, salientou.
Entre as participantes, o clima era de orgulho e esperança. Uma das internas, que preferiu não ser identificada, relatou o impacto da formação em sua perspectiva de futuro. “Eu nunca imaginei aprender algo tão bonito. Cada ponto que fiz foi como um reencontro comigo mesma. Agora eu sei que posso ter uma profissão quando sair daqui. Isso me dá esperança”, revelou.
Renda irlandesa
A renda irlandesa é uma técnica artesanal de origem europeia, trazida ao Brasil no século XIX, que encontrou em Divina Pastora, município do leste sergipano, um novo lar e identidade própria. Produzida com agulha, linha e muita delicadeza, ela se destaca pelo uso de cordões mais sedosos e encorpados, característica marcante da tradição sergipana.
Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, a renda combina habilidade manual, criatividade e memória histórica e ainda se consolida como uma importante fonte de renda para inúmeras artesãs do estado, preservando um legado que atravessa gerações.
Material foi detectado durante a inspeção corporal utilizando o body scan; fato ocorreu no sábado, 22
Policiais penais efetuaram a prisão em flagrante de uma mulher, de 27 anos, que tentava entrar com drogas no estômago, no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), na manhã do último sábado, 22. O material foi detectado durante a inspeção corporal utilizando o equipamento body scan. Na ocasião, ela foi levada ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), para atendimento médico.
De acordo com a direção da unidade, a ação ocorreu por volta das 10h30, no momento em que a mulher se apresentava para a visita íntima ao companheiro, que está sob custódia na unidade prisional. “Ao passar pelo scanner corporal, nossos policiais verificaram a presença de vários corpos estranhos na região do estômago da mulher. Ao ser indagada, ela inicialmente negou, mas concordou em ir a uma unidade hospitalar para verificar o fato. Ao chegar ao Huse, ela passou por exames complementares que confirmaram a presença dos invólucros suspeitos”, explica.
Após o procedimento médico, foi flagrado com ela 10 embalagens contendo entorpecentes, sendo oito de substância análoga à maconha e dois contendo cocaína. Diante do fato, o procedimento foi lavrado na delegacia, onde foi homologada a prisão em flagrante, ficando a mulher sob custódia da Polícia Civil, à disposição do Poder Judiciário.
Apreensão no Presab
Na quinta-feira, 20, policiais penais lotados no Presídio Semiaberto de Areia Branca (Presab) apreenderam cinco aparelhos celulares, quatro carregadores, duas fontes e dois serrotes pequenos. Os itens foram lançados por cima do presídio localizado na região Agreste do Estado.
De acordo com a direção do Presab, os ilícitos foram localizados após varredura das equipes pelo perímetro do presídio, em decorrência da constatação de um indivíduo nas proximidades do muro da unidade prisional. “Durante o plantão, por volta das 2h15, a policial penal que estava na guarita flagrou o momento em que um homem arremessava objetos para o interior do presídio. De imediato, as nossas equipes tentaram interceptá-lo, mas o indivíduo acabou empreendendo fuga. Diante do ocorrido, após varredura na parte interna da unidade, foram encontrados três pacotes bem embalados, contendo os equipamentos”, detalhou.
O material apreendido foi entregue ao setor de inteligência do Departamento do Sistema Prisional (Desipe). As equipes atuarão no sentido de apurar, entre outras questões, a origem dos produtos, autoria dos arremessos e os presos destinatários dos objetos ilícitos.
Ação ocorreu na madrugada desta terça-feira, 18, no município de São Cristóvão
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE), com apoio do Batalhão de Polícia de Caatinga (BPCaatinga), apreendeu, na madrugada desta terça-feira, 18, aproximadamente 36 kg de maconha do tipo flor, variedade de maior valor no mercado ilegal. A ação ocorreu durante bloqueio na BR-101, em São Cristóvão/SE, montado para interceptar um comboio suspeito de realizar transporte interestadual de drogas.
De acordo com as informações policiais, o grupo utilizava três veículos. Na abordagem, foram encontrados 73 pacotes plásticos contendo o entorpecente. Duas pessoas foram presas em flagrante, outras três foram ouvidas e liberadas.
Em 22 de julho desse ano, a FICCO/SE, em ação conjunta com o BPCaatinga e o BPRP, já havia apreendido cerca de 110 kg da mesma variedade de maconha, também transportada em comboio de três veículos na BR-235, nas proximidades de Frei Paulo.
Até a primeira quinzena de novembro de 2025, a FICCO/SE realizou cerca de 50 prisões relacionadas a tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e outros crimes, além de apreender armas, munições, drogas e veículos.
A FICCO/SE é composta por integrantes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Secretaria Nacional de Políticas Penais, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado no estado.
Esporte e cultura se unem em iniciativa que promove inclusão, autoestima e valorização da identidade afro-brasileira entre as internas
Nesta segunda-feira, 10, teve início mais uma importante ação de educação no sistema prisional: o I Jogos Internos do Presídio Feminino (Prefem). A iniciativa integra o projeto anual voltado à Consciência Negra, que neste ano traz como novidade a realização dos jogos com a participação de 160 internas, distribuídas em três modalidades esportivas: dama, dominó e queimado. As atividades seguem até o dia 27 de novembro, quando acontecem as finais e a cerimônia de premiação.
De acordo com a professora Jocilene Lima, integrante da equipe pedagógica do Prefem, a criação dos jogos surgiu como uma forma de fortalecer a autoestima, o espírito de equipe e o senso de pertencimento entre as internas, utilizando o esporte como instrumento de transformação. “Queríamos proporcionar momentos de convivência saudável e de superação pessoal. O esporte tem essa força de unir, motivar e resgatar a confiança. Cada partida é também uma oportunidade de aprendizado e reconstrução de histórias”, destacou.
As atividades alusivas ao Mês da Consciência Negra começaram ainda na semana passada, com a exibição do documentário Histórias Cruzadas e uma roda de conversa sobre o tema. Ao longo de novembro, a programação segue com a exibição de filmes, novas rodas de conversa, oficinas de tranças afro, o tradicional Desfile da Beleza Negra, além da confecção de cartazes temáticos e outras ações culturais e educativas. Todas as atividades são organizadas pela equipe pedagógica da unidade, formada por professores da Secretaria de Estado da Educação (Seed), em parceria com a Secretaria de Justiça (Sejuc).
Para a diretora do Prefem, Mônica Barreto, o projeto representa um passo importante na construção de um ambiente mais inclusivo e educativo dentro do sistema prisional. “Os Jogos Internos chegam como uma forma de integrar, fortalecer vínculos e promover valores como respeito, solidariedade e superação. Mais do que uma competição, é um momento de reflexão sobre a identidade, a trajetória e o protagonismo de cada uma dessas mulheres, reconhecendo nelas a capacidade de transformação e de recomeço”, afirmou.
Uma das internas participantes, que preferiu não ser identificada, também compartilhou a emoção de participar das atividades. “Durante os jogos, a gente esquece um pouco que está aqui dentro. É um momento em que nos sentimos vivas, valorizadas e capazes. Isso nos dá esperança e força para recomeçar”, finalizou.
Projeto Consciência Negra
Elaborado pelos professores da Escola Estadual Professora Agda Fontes Ferreira, o Projeto Consciência Negra tem como objetivo promover a reflexão sobre a história e a cultura afro-brasileira, estabelecendo conexões com a trajetória de vida das mulheres privadas de liberdade. A proposta busca contribuir para o processo de reconstrução identitária e elevação da autoestima das alunas, especialmente das mulheres negras, discutir o racismo estrutural e a seletividade penal, além de estimular a leitura e a escrita como ferramentas de expressão e ressignificação.
As ações continuam ao longo da semana, com destaque para a palestra desta quarta-feira, 12, que trará o tema ‘Consciência Negra: resgatando identidades, reconstruindo histórias’, ministrada pela artista, poeta e ativista sergipana Iza Negratha e pelo cantor Júnior Reação, um dos vocalistas da banda Reação, referência no cenário musical sergipano por sua atuação em defesa da cultura e da identidade negra.
Parceria garante estrutura, inclusão digital e acompanhamento pedagógico a internos aprovados no vestibular da Universidade Federal de Sergipe (UFS)
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS), realizaram, na última quinta-feira, 6, uma reunião de alinhamento para o início das aulas dos internos do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), aprovados no vestibular da instituição, realizado em agosto deste ano.
Durante a reunião, foram discutidas estratégias para garantir o acompanhamento pedagógico e logístico dos seis internos matriculados em cursos de graduação ofertados pela UFS, entre eles Biologia, Letras/Português, Filosofia e Geografia. O diálogo resultou em avanços concretos, como a organização de fluxos internos, definição de rotinas de acompanhamento e adequação da infraestrutura necessária ao desenvolvimento das atividades acadêmicas.
Como parte do compromisso com a ampliação do acesso à educação no sistema prisional, a Sejuc realizou a entrega de quatro notebooks destinados exclusivamente aos internos aprovados, assegurando as condições para participação nas aulas e acesso ao ambiente virtual de aprendizagem da UFS. Os equipamentos foram adquiridos por meio de convênio firmado entre a Secretaria e o Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), reforçando o investimento conjunto em ações que promovem a inclusão digital e o acesso ao ensino superior dentro das unidades prisionais.
Ao final do encontro, a diretora do Cesad/UFS, Ana Figueiredo Maia, destacou que a presença da universidade pública dentro do sistema prisional reflete sua missão social. “Essa parceria reafirma a função social da universidade, que deve alcançar diferentes territórios e realidades. A presença da UFS dentro do sistema prisional demonstra que a educação é um direito que pode transformar vidas e promover caminhos reais de reinserção social”, afirmou.
Para a coordenadora pedagógica da Sejuc, Marli Barreto, a iniciativa reflete o compromisso da Secretaria em fortalecer as ações educacionais nas unidades prisionais. “A Sejuc tem buscado garantir as condições necessárias para que o direito à educação seja efetivado também dentro do sistema prisional. A chegada desses notebooks representa um passo importante para que os internos possam acompanhar as aulas e desenvolver suas atividades acadêmicas com dignidade e oportunidade”, finalizou.
Durante quatro semanas, o Procon Sergipe vai monitorar preços e descontos em lojas físicas e virtuais dos produtos mais procurados pelos consumidores no período
Com a chegada da Black Friday, uma das datas mais aguardadas do comércio varejista, o Procon Sergipe deu início, nesta semana, à pesquisa de preços e às fiscalizações que antecedem o período promocional. As ações serão realizadas ao longo de quatro semanas, com encerramento previsto para o dia 28 de novembro, e têm como objetivo garantir que os descontos prometidos sejam reais, refletindo uma vantagem concreta para o consumidor.
Durante as fiscalizações, as equipes do Procon estão verificando os valores dos principais produtos consumidos nesta época, como televisores, aparelhos de ar-condicionado, smartphones e eletrodomésticos, tanto em lojas físicas quanto no comércio eletrônico. O objetivo é garantir que os descontos anunciados sejam reais e que o consumidor não seja induzido ao erro por promoções enganosas.
De acordo com a diretora do Procon Sergipe, Raquel Martins, o trabalho tem caráter preventivo e comparativo, permitindo que o órgão identifique se os descontos anunciados durante a Black Friday realmente representam uma redução de preço. “Neste primeiro momento, nossas equipes estão realizando um levantamento de preços dos produtos mais procurados. Essa pesquisa servirá de base para que, no período da Black Friday, possamos comparar os valores e verificar se o consumidor está, de fato, tendo acesso a descontos reais, e não a falsas promoções”, explicou Raquel Martins.
Além da pesquisa de preços, o Procon também orienta os consumidores a adotarem alguns cuidados antes de efetuar suas compras, especialmente no ambiente virtual. “É importante que o consumidor registre os valores antes da promoção, verifique a reputação do site e desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado. A atenção aos detalhes é fundamental para evitar golpes e garantir uma compra segura”, alertou a diretora.
As ações de monitoramento abrangem estabelecimentos da capital e do interior de Sergipe, fortalecendo a atuação do órgão em todo o estado. Após o encerramento das fiscalizações, o Procon Sergipe divulgará um relatório comparativo dos preços, com os resultados consolidados da pesquisa.
Origem da Black Friday
A Black Friday surgiu nos Estados Unidos, na década de 1960, marcando o início das compras natalinas logo após o feriado de Ação de Graças (Thanksgiving). No Brasil, a data foi incorporada oficialmente ao calendário do comércio em 2010, inicialmente com foco em lojas online. Desde então, a Black Friday se consolidou como uma das principais oportunidades de vendas do varejo nacional, atraindo milhões de consumidores e movimentando a economia em todo o país.